Quantos litros tem sua piscina? Bomba e filtro certos
O volume em litros define bomba, filtro, aquecimento e conta de luz. E tem uma regra que quase nenhuma tabela do mercado explica: por que o filtro certo é um tamanho acima do que a conta pede.
A resposta rápida
O volume da piscina é comprimento × largura × profundidade média × 1.000. Uma piscina de 8 × 4 × 1,4 m tem 44.800 litros. Desse número saem a motobomba, o filtro, o aquecedor e a conta de luz do mês.
A escada que a Pointpool usa, por litragem:
| Piscina até | Motobomba | Filtro |
|---|---|---|
| 15.000 L | 1/3 CV | Ø 400 mm |
| 30.000 L | 1/2 CV | Ø 500 mm |
| 60.000 L | 3/4 CV | Ø 600 mm |
| 80.000 L | 1 CV | Ø 700 mm |
| 100.000 L | 1,25 CV | Ø 800 mm |
| acima de 100.000 L | 2 CV | Cantabric |
O conceito que manda em todo o resto: o turnover
Turnover é o tempo que o sistema leva para fazer toda a água da piscina passar pelo filtro uma vez. É dele que sai a vazão que a motobomba precisa entregar: volume dividido pelo tempo de renovação. A regra de ouro para piscina residencial é renovar tudo em 4 horas — é o que separa água limpa de água cristalina.
A conta é direta: 44.800 litros renovados em 4 horas pedem 11,2 m³/h de vazão. Só que essa vazão é o pedido. O que a bomba entrega de verdade depende da altura manométrica da instalação: comprimento de tubo, curvas, desnível até a casa de máquinas e a perda de carga do próprio filtro. Bomba escolhida pela vazão de catálogo, sem contar a perda de carga, entrega menos do que a etiqueta promete.
Por que a Pointpool instala um filtro acima do mínimo
Esta é a parte que quase nenhuma tabela do mercado explica, e é onde mora a diferença entre uma piscina que funciona e uma piscina que fica cristalina.
A ficha técnica de um filtro de areia traz a vazão máxima, algo em torno de 48 m³/h por m² de área filtrante. Esse número é o teto: é a velocidade máxima que a água pode atravessar a areia antes de o filtro deixar de reter direito. O erro do setor é usar esse teto como se fosse o ponto de trabalho — escolher o menor filtro cuja vazão máxima cobre a vazão calculada. No papel fecha. Na água, não.
Filtro rodando no teto da ficha produz quatro problemas de uma vez:
- A partícula fina passa direto. A água atravessa a areia rápido demais e leva de volta para a piscina justamente o que deixaria a água turva. A análise química dá tudo certo e a piscina continua sem brilho.
- A retrolavagem encurta. O leito satura cedo, a pressão sobe rápido e você lava o filtro com mais frequência — jogando fora mais água tratada e mais produto.
- A bomba trabalha contra mais pressão o tempo todo, o que significa mais consumo de energia para entregar a mesma vazão.
- A areia compacta e dura menos, antecipando a troca.
Subir um tamanho de filtro resolve os quatro, porque muda a variável que importa: a velocidade de filtragem, que é a vazão dividida pela área do leito. Mesma vazão passando por mais área significa água atravessando a areia mais devagar, retenção de partícula menor, pressão que demora mais para subir e retrolavagem espaçada.
Não é excesso nem conservadorismo: é a correção de uma tabela que publica o limite do equipamento no lugar do regime de operação. A escada da Pointpool acima já vem com essa correção embutida — em quase todas as faixas, o filtro indicado é exatamente um tamanho acima do mínimo que a conta pediria.
Bomba e filtro precisam estar casados
Os dois erros clássicos são simétricos. Bomba forte com filtro pequeno empurra a água rápido demais pela areia: a filtragem piora, a pressão sobe e a retrolavagem vira rotina. Filtro grande com bomba fraca nunca atinge o turnover: a água até passa limpa, mas passa pouco, e a piscina vive no limite.
Por isso o par é escolhido junto, pelo volume, e não peça por peça pelo preço. E vale lembrar que o mesmo número de litros manda também no aquecimento e no tratamento: quanto mais água, mais energia para subir a temperatura e mais capacidade de sanitização a piscina pede.