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Bomba de calor, gás ou solar: qual escolher para a piscina?

As diferenças reais entre os três, o custo de uso de cada um e por que o número que o catálogo da bomba de calor anuncia não é o que chega na sua conta de luz.

A resposta rápida

Comparativo dos três sistemas de aquecimento de piscina.
SistemaCusto de operaçãoDepende do clima?Quando é a escolha certa
SolarPraticamente zeroSim, totalmenteTelhado disponível e bem orientado; menor custo de uso
Bomba de calorBaixoRende menos no frioUso o ano todo, com temperatura constante
GásO mais alto por horaNãoUso esporádico, quando é preciso esquentar rápido

Como cada um funciona

O aquecimento solar usa coletores no telhado para captar o calor do sol. Não tem custo de energia para funcionar, mas depende do clima e precisa de área de telhado com orientação adequada.

O aquecimento a gás queima GLP ou gás natural e esquenta a água rápido, a qualquer hora e em qualquer clima. É o de maior custo por hora ligada, e costuma ter o menor investimento inicial.

A bomba de calor não gera calor queimando nada: ela puxa o calor do ar e transfere para a água, gastando só a eletricidade do compressor e do ventilador. É por isso que ela multiplica energia em vez de converter.

COP: o número que o catálogo infla

COP (coeficiente de performance) é quanto calor a máquina entrega para cada kW de eletricidade que consome. É a métrica que faz a bomba de calor ser tão barata de operar.

E é onde mora a maior confusão do setor. O catálogo dos fabricantes anuncia COP de 10 a 16 — e esse número é medido em carga parcial, na condição ideal de ensaio, não no regime em que a sua piscina trabalha.

Trabalhando, uma bomba de calor inverter fica com COP em torno de 6: a cada 1 kW de eletricidade, cerca de 6 kW de calor na água. No frio o valor real cai mais ainda — perto de 4 com ar a 10 °C, que é justamente quando a máquina mais roda. Continua sendo seis vezes mais eficiente que uma resistência elétrica; só não é 16.

O ponto fraco da bomba de calor é esse mesmo: o rendimento cai quando a temperatura do ar despenca, e ela aquece de forma gradual, não instantânea.

A capa térmica muda a conta dos três

Independente da tecnologia, a maior parte do calor da piscina se perde pela superfície, por evaporação, durante a noite. Com a capa fechada a perda cai perto de 85%; na média do dia, de 50% a 70%.

Sem capa, você esquenta a água de dia e joga boa parte desse calor fora à noite — seja qual for o sistema que pagou por esse calor.

Como decidir, e o caminho híbrido

Telhado disponível e bem orientado, com prioridade no menor custo de operação: solar é difícil de bater. Uso o ano todo com constância, sem depender do sol: bomba de calor. Piscina de uso esporádico que precisa esquentar rápido em data marcada: gás.

E existe o caminho híbrido, solar com bomba de calor: o solar carrega o aquecimento de graça quando há sol, e a bomba entra como apoio nos dias nublados, frios ou à noite. Garante água na temperatura sempre, com o consumo elétrico baixo.

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